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São várias as pessoas que nos dizem que reagimos bem à morte da nossa avó, principalmente a minha sogra... Tento explicar com palavras simples, para não causar trauma, que foi melhor assim, que a nossa avó aparentemente só não estava a sofrer porque estava a morfina, que o corpo já estava morto, e, que os últimos dias só o que a mantinha "viva" era o coração, porque o resto dos órgãos já estavam em falência.

Digo também que apesar de ninguém estar à espera que uma pessoa que nos é tão querida morra, temos que nos mentalizar(mesmo sendo difícil) , que é a vida, e se nem os médicos conseguiam fazer nada, não íamos ser nós que íamos ser capazes de o fazer.

Os últimos tempos que ela esteve connosco(no geral viva) fizemos com que cada dia fosse vivido em paz, que não sofresse fizemos o máximos dos máximos para que ela tivesse uma morte calma e digna, e que não sentisse nada nem sofresse, esse era o nosso principal objectivo, e os médicos conseguiram, agradecemos por isso, por a avó ter morrido em paz.

As pessoas reagem à morte de várias formas e maneiras, temos uma tia do qual o marido morreu em Setembro do ano passado e que por acaso era irmão da nossa avó e que morreu com o problema, que passa os dias a chorar, e que diz que a vida não faz sentido algum.
Não é por nós passar-mos os dias a chorar que gostamos mais do nosso ente querido ou não, cada pessoa tem uma mentalidade completamente diferente da outra e a nós sabíamos de ante-mão, que ,como não ia ter tratamento que ia "sofrer" até se tornar um anjo. Sabíamos disso e por isso chorámos tudo o que tínhamos que chorar enquanto ela esteve entre nós e mais (como disse em cima) fizemos o máximo que podíamos fazer para ela "estar bem".

A verdade e relembrando os últimos dias dela entre nós, sentimos-nos aliviados, e só quem passa por algo semelhante é que acredito que vai compreender.
Saber que ela cada diz que passava estava mais fraca, mais débil e que aquilo nunca ia melhorar mais sim piorar era sofredor para quem a rodeava, por isso digo que não é por nós não chorar-mos agora, que não nos lembramos dela.

É raro o dia em que não me lembro dela, das coisas que me dizia, das vezes em que me chamava de estreleca e isso... Isso ninguém pode apagar da memória, passem os anos que passarem.


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